Sentindo, em voz alta
Talvez não seja amor. Talvez seja reconhecimento de ferida.
Depois do dia dos "enamorados", deixo-te uma observação sobre tantas e tantas pessoas que chegam até a mim…
TALVEZ NÃO SEJA AMOR.
Talvez seja reconhecimento de ferida.
Há encontros que parecem destino.
Olhas e sentes:
“finalmente alguém que me vê.”
A conexão é imediata.
Intensa.
Quase magnética.
Mas sabes o que reparo?
não é calma.
É urgência.
Não é segurança.
É familiaridade.
É como se a tua criança interior tivesse encontrado alguém que fala a mesma linguagem de CARÊNCIA, ABANDONO ou REJEIÇÃO.
Chamamos “alma gémea”.
Mas muitas vezes é “trauma gémeo”
Duas feridas que se reconhecem.
DOIS SISTEMAS NERVOSOS EM ALERTA que confundem ativação com paixão.
Duas histórias a tentar resolver no outro o que ficou por resolver atrás.
E DÓI ADMITIR isto!
Porque a intensidade parece verdade.
Parece profundidade.
Parece amor grande.
Mas amor grande não te encolhe.
Não te deixa ansioso à espera.
Não te faz duvidar do teu valor.
O trauma puxa.
O amor sustenta.
O trauma acelera.
O amor amadurece.
O trauma faz-te sentir vivo porque ativa a ferida.
O amor faz-te sentir seguro… e isso, no início, pode parecer pouco.
Talvez não estejas destinado a viver uma história impossível.
Talvez já estejas pronta para quebrar um padrão ancestral.
E isso não é menos intenso.
É mais consciente, pede-te presença e estado de atenção 🎯
Agora, sente, com coragem:
Já chamaste “alma gémea” a alguém que na verdade tocava a tua ferida?