Sentindo, em voz alta
Percebo que as conversas difíceis são evitadas, não por falta de palavras, mas por medo do confronto.
Percebo que as conversas difíceis são evitadas, não por falta de palavras,
mas por medo do confronto.
Confronto não no sentido de ataque,
mas de exposição.
Dizer o que precisa ser dito
obriga a sustentar desconforto,
a incerteza, e a possibilidade de perder a imagem que construímos — ou o vínculo como o conhecemos.
Mas, na escolha de evitar a conversa,
o conflito não desaparece.
internaliza-se.
Transforma-se em tensão crónica,
ruminação mental, comportamentos passivo-agressivos, ou auto-sabotagem silenciosa.
O corpo sente o que a palavra não assume.
Acredito que a maioria das formas de auto-destruição não nascem da impulsividade,
mas da contenção prolongada da verdade.
Evitar a conversa preserva a paz externa por momentos,
mas perpetua o conflito interno.
Para mim,
falar não é resolver o outro,
ou resolver-me com o outro.
É organizar-me internamente ✨
Às vezes, a conversa não muda a relação.
Mas, muda sempre quem já não precisa carregar o não-dito ❤️