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Sentindo, em voz alta

Sei que só é possível experienciar o amor real quando vivo em verdade comigo.

Sentindo, em voz alta

Sei que só é possível experienciar o amor real
quando vivo em verdade comigo.

Não uma verdade idealizada,
mas a verdade viva daquilo que me atravessa.

Viver em verdade é permitir-me… inteira,
sem me editar para caber,
sem me fragmentar para ser aceite.

Quando faço justiça à minha própria alma,
o amor deixa de ser representação
e passa a ser experiência.

A singularidade do meu sentir não é um detalhe da vida.
É a matéria-prima.

E cada existência é um território legítimo de criação.
Pois é a partir daí que a presença se estabelece.

Como escreveu Alberto Caeiro:
“Faça justiça poética à sua alma e experimente-se.”

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